terça-feira, 21 de abril de 2009

Temas Locais

Temas Tranversais - Temas Locais
O que e como tem sido abordados os Temas Transversais nas aulas de Educação Física Escolar?
(questão norteadora 4)
Neste texto não temos a pretensão de uma abordagem totalizante e, muito menos, de indicar um caminho único para a Educação Física Escolar, mas de trazer para a discussão elementos que podem ser incorporados na prática pedagógica dos profissionais de Educação Física.
Mesmo antes de nossa inserção no contexto de trabalho, vivemos as angústias, expectativas e incertezas de conseguir justificar nossas ações na escola. Ficamos confusos devido à diversidade de temas historicamente produzidos e incorporados pela Educação Física: esportes, jogos, lutas, danças, atividades rítmicas e expressivas..., temas estes que entendemos deveriam/devem ser abordados em nossas aulas.
Essa afirmação nos leva a esboçar um entendimento acerca do atual cenário da Educação Física no contexto escolar e, ainda, dentro deste projeto discutir, dentro dos Temas Locais, O que e como tem sido abordados os Temas Transversais nas aulas de Educação Física Escolar?
Então vamos relatar as experiências que tivemos, o que vimos, observamos e presenciamos durante nossos estágios.
Dentro dos temas locais, é difícil encontrar sua inserção durante as aulas de educação física.
Relatos de alguns colegas e professores, em conversas durante as reuniões de supervisão dos estágios orientados, mostram que a presença da violência, bullying, temas abordados no decorrer deste projeto, já postados aqui no blog, durante as aulas. Mas os professores não trabalhavam estes assuntos em sala de aula, apenas os presenciavam em situações corriqueiras e tentavam acabar estes episódios de maneira inapropriada por vezes.
Pesquisando pela internet, notamos que algumas escolas da rede pública e/ou privada, inserem temas como o Trânsito em suas aulas, dando noções de cidadania a seus alunos.
O desenvolvimento econômico e social da nossa região exige o cenário de uma escola, democrática, criativa, inclusiva, plural, participativa, agente do desenvolvimento sustentável, capaz de garantir a igualdade de oportunidades para todos.
Com a LDBEN 9394/96 e mesmo com os Parâmetros Curriculares Nacionais constatamos que o objetivo principal da educação é a cidadania. E não vamos atingir essa tão almejada cidadania neste país se as escolas continuarem a trabalhar os conteúdos tradicionais como o fim da educação. É preciso uma mudança de paradigma para entender que a educação tem a finalidade de promover a formação do cidadão.
Os conteúdos tradicionais continuam sendo os referenciais do sistema educacional. O objetivo da escola continua sendo trabalhar os conteúdos tradicionais (Matemática, História, Química, Física, Biologia, Línguas, etc.) e transversalmente, perpassando estes conteúdos, os temas mais vinculados ao cotidiano, que são: ética, meio ambiente, orientação sexual, pluralidade cultural, temas locais, trabalho e consumo e saúde.
Enfatizo que, os Temas Transversais são mais uma forma de incluir as questões sociais no currículo escolar, que se enriquece através da flexibilidade, uma vez que os temas podem ser contextualizados e trabalhados de acordo com as diferenças locais e regionais.
Muitas vezes nos sentimos impotentes frente a nossa realidade escolar, devido, entre outros fatores, à falta de uma proposta de trabalho. Não trazemos uma solução definitiva para este problema, mas acreditamos ter apresentado argumentos para uma reflexão sobre nossas próprias ações na escola e, quem sabe, inspirar outras.
Devemos refletir sobre os limites e possibilidades de uma proposta de intervenção em um contexto específico. Esta forma de intervenção tem-nos demonstrado a importância de termos uma proposição como referência, para que nossa prática pedagógica seja uma prática reflexiva potencializadora, sempre, de novas intervenções/avaliações/sistematizações, num movimento contínuo.
Podemos afirmar, a partir das reflexões em torno desta proposta, que precisamos do apoio imprescindível de uma comunidade argumentativa, que nos envie questionamentos capazes de fazer-nos repensar nossa própria prática pedagógica e, desta forma, contribuir para a legitimação da Educação Física no contexto escolar.

Acadêmicos: Vinícius Pugliero e Rodrigo Leonel.

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